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Perda de osso

Enxerto ósseo para implante dentário: quando é preciso e por quê

Se você usa dentadura há muitos anos, é bem possível que essa palavra apareça na sua avaliação. Ela assusta mais do que deveria.

Escrito pela equipe da Odonto Gline, Santa Maria, DF. Atualizado em 7 de setembro de 2026.

Por que o osso some

O osso da arcada existe para sustentar raiz de dente. Enquanto você mastiga, a raiz transmite força para o osso, e essa força é o sinal que mantém aquela região viva e cheia.

Quando o dente sai, o sinal para. O corpo entende que aquele osso deixou de ter função e vai reabsorvendo a região aos poucos. A perda é mais rápida no primeiro ano depois da extração e continua devagar pelos anos seguintes.

É por isso que quem usa dentadura há muito tempo costuma ter o rosto mudado: os lábios entram, o queixo parece mais projetado e a distância entre o nariz e o queixo diminui. Não é só a falta dos dentes, é a falta do osso que ficava embaixo deles.

A dentadura removível também não resolve isso. Como ela se apoia na gengiva e não no osso, não devolve aquele estímulo. Em alguns casos, a pressão dela até acelera a reabsorção.

Quando o enxerto entra no plano

O implante precisa de osso em volta dele em altura e em espessura para ficar firme e durar. Quando o exame mostra que falta osso onde o implante precisa entrar, existem três caminhos: mudar a posição planejada, usar outra configuração de implantes, ou repor o osso que falta.

As situações que mais aparecem são:

  • Uso de dentadura por muitos anos, principalmente na arcada de cima.
  • Extração antiga em que a região ficou sem nada por bastante tempo.
  • Doença de gengiva avançada no passado, que destruiu osso antes mesmo de o dente cair.
  • Seio maxilar baixo, uma cavidade natural acima dos dentes de trás de cima que ocupa espaço quando o osso abaixo dela diminui.

Os tipos mais comuns

  • Enxerto na própria região do implante. Repõe altura ou espessura onde falta, no mesmo lugar onde o implante vai entrar.
  • Levantamento de seio maxilar. Feito na região de trás da arcada superior, cria altura de osso abaixo do seio para o implante ter onde se apoiar.
  • Preservação após extração. Quando um dente é removido, o espaço pode ser preenchido no mesmo momento para reduzir a perda que viria depois. É o cenário mais confortável, e por isso vale perguntar sobre ele sempre que uma extração for necessária.

O material usado varia. Pode ser osso do próprio paciente, material de origem biológica processada ou material sintético, escolhido conforme o tamanho da área e o planejamento.

Como é o procedimento e o pós

É uma cirurgia feita com anestesia local, no consultório, como a instalação do implante. O pós-operatório se parece com o descrito em implante dentário dói?: desconforto e inchaço nos primeiros dias, controlados com a medicação prescrita.

A diferença principal está no tempo. O enxerto precisa amadurecer e virar osso capaz de segurar o implante, e isso leva meses. Em algumas situações o implante entra na mesma cirurgia do enxerto; em outras, é preciso esperar a região se consolidar antes.

Nos primeiros dias há um cuidado extra: nada de assoar o nariz com força quando o enxerto envolve o seio maxilar, nada de cuspir com força e nada de cigarro. Fumar é o fator que mais compromete o resultado de um enxerto.

Nem todo caso precisa

Descobrir que falta osso não significa automaticamente que haverá enxerto. Às vezes é possível planejar os implantes em posições diferentes, aproveitando as regiões onde ainda existe osso bom, ou usar uma configuração que distribui a prótese sobre outros pontos de apoio.

É por isso que o planejamento vem antes da proposta, e não depois. Duas clínicas podem olhar a mesma boca e propor caminhos diferentes, com custos e prazos diferentes. Você tem o direito de entender o porquê de cada escolha.

Quanto antes se olha, menos osso se perde

A reabsorção não para sozinha. Uma avaliação feita hoje costuma encontrar mais osso do que a mesma avaliação daqui a dois anos. Isso não é motivo para pressa nem para decisão apressada, mas é um motivo real para não deixar a consulta para depois.

Só o exame responde

Nenhum texto, foto ou conversa por telefone diz quanto osso você tem. Quem mostra isso é o exame de imagem, que revela altura, espessura, posição do nervo e do seio maxilar.

Na Odonto Gline a avaliação começa por aí, antes de qualquer proposta. Se o seu caso precisar de enxerto, isso é explicado com o motivo, a etapa e o prazo. Se não precisar, também.

Este texto tem finalidade informativa e não substitui uma consulta. Cada boca é diferente, e só o exame clínico com imagem mostra o que serve para o seu caso.

Dra. Glidislene Salvador, cirurgiã-dentista da Odonto Gline Dra. Glidislene SalvadorCirurgiã-dentista responsável pela Odonto Gline, em Santa Maria, DF. Atende no mesmo endereço há 18 anos, com foco em implante dentário e prótese protocolo.

Ainda com dúvida sobre o seu caso?

A avaliação na Odonto Gline começa com exame de imagem e termina com um plano por escrito, para você levar para casa. Sem compromisso de fechar nada na hora.

Odonto Gline, QC 1, Conjunto D, lote 11, Santa Maria, DF. Atendimento de segunda a sexta.
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